Bem, parece que não foi mesmo daquela! Será que desta é que é? Quem sabe! heheh
Então, passando ao que interessa... Estive ausente do Blog mas não das leituras e espero que vocês também não! Durante a minha "prolongada" ausência lá tive tempo para devorar mais uns quantos livrinhos... Uns geniais e outros mais banais, mas que uma pessoa não consegue evitar! heheh Segue a "listinha" :)
Primeiro, terminei os Os Irmãos Karamazov, naturalmente. Não me vou alongar mais sobre o livro pois mantenho tudo o que tinha dito no post anterior e o fim apenas enfatizou tudo o que senti em relação a esta obra fantástica!
Depois veio então o Caím e, tal como eu já suspeitava, na minha opinião, fez-se uma tempestade num copo d'água! O livro é bastante interessante, "leve", arranca umas boas gargalhadas com certas passagens, está muito bem escrito (grande novidade...) e a única coisa de "escandaloso" acerca dele é o facto de ironizar (nalguns casos arriscaria dizer apenas: brincar) com assuntos que, para uma considerável percentagem da população, "Não se brinca!"... Pois para mim foi bastante agradável e recomendo a qualquer pessoa que não seja crente ou não tenha problemas em rir-se de si própria e das suas crenças! Porque, desculpem-me os mais susceptiveis, mas anjos que chegam atrasados porque tiveram problemas com uma asa.... IMPAGÁVEL!
Depois do Caím e por mero acaso (tinha almoço combinado com a A. pelo que não tinha nenhum livro para ler à hora de almoço mas a A. cancelou, portanto, tive de ir a correr comprar um!) seguiu-se o Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar do António Lobo Antunes pois já havia algum tempo que não lia nada deste autor que é um dos meus preferidos.
Como sempre, adorei! A forma como o A.L.A. conhece a mente humana transparece em cada "parágrafo", em que está presente de corpo e alma a mente de cada personagem e não apenas a sua história.
Nenhum outro autor cuja obra eu tenha lido até hoje consegue, nem de forma aproximada, "escrever como se pensa" de uma maneira tão clara... Definitivamente aconselho, especialmente a quem nunca leu nada deste autor, pois pareceu-me uma boa forma de começar por ser menos "pesado" (em termos de tema) que algumas das suas obras anteriores.
Um conselho para quem nunca leu A.L.A.: Não se volta atrás na página, da mesma forma que não se pode voltar atrás para ver o que se pensou há 15 minutos atrás :)
Terminada esta obra, iniciei outra que já estava em fila de espera e da qual também gostei imenso. Trata-se do livro Versículos Satânicos de Salman Rushdie, que deixa qualquer leitor completamente hipnotizado com todos os diferentes cenários que vão sendo apresentados e preso a cada uma das várias histórias intercaladas que parecem ficar sempre suspensas no ponto onde queríamos mesmo saber o que se passa a seguir!
Nesta obra, a fusão entre cenários absolutamente mundanos e outros totalmente fantasiosos é brilhante e, por vezes, inesperada, bem como o paralelismo entre personagens de histórias diferentes (ou deverei dizer "dA história"?). Em suma, mais uma obra para "Adicionar aos Favoritos" e que aconselho vivamente a qualquer tipo de leitor! Para mim, foi a primeira deste autor mas não será, certamente, a única.
Em paralelo com estes li mais dois livros práticos... O belo do livrinho de andar por casa por assim dizer :) Foram eles:
A Verdade Sobre os Alimentos que é baseado numa série documental sobre o tema e contém bastante informação interessante para quem gosta do assunto. Peca pela falta de resultados finais em muitas das experiências com a desculpa de não estarem disponíveis aquando do lançamento do livro, o que leva a pensar que o livro terá sido lançado "à pressa" e sem a preocupação devida em fundamentar todas as teorias nele contidas, algumas delas bastante importantes.
Wanted - Procura-se! que se debruça sobre o comportamento ideal que alguém deve ter quando tem o objectivo de ser um empregado de destaque na empresa onde trabalha ou um candidatode eleição quando procura emprego. Foca-se maioritariamente em aspectos da vida social que cada pessoa deve assumir bem como em traços de mentalidade que devem ser (ou não) modificados de forma a cumprir os objectivos a nível da carreira. Na minha humilde opinião não é, mesmo dentro da classe de "livros práticos", um livro razoável pois sugestões como "visite muitos países diferentes" não podem ser seguidas por qualquer pessoa, especialmente se a mesma estiver desempregada. Enfim, algumas dicas interessantes, outras para "passar à frente". Não recomendo nem deixo de recomendar...
Agora sim, aproximamo-nos do final... Gostaria só de acrescentar ainda que comecei esta semana a ler o Guerra e Paz de Liev Tolstói e até agora estou a adorar, mas também já se sabe que tudo o que são escritores do século XIX... Estou a ler uma edição composta por 4 volumes e já tenho os dois primeiros,quando iniciar o segundo volume comprarei os restantes... Ainda não me alongo mais acerca da obra porque estou muito no início, mas cá voltarei para dar a minha opinião...
E pronto... Por hoje é tudo, despeço-me com uma pequena passagem de uma grande obra!
I. O INFANTE
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te portuguez..
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
in: Mensagem - Segunda Parte - Mar Portuguez, Fernando Pessoa
Bom fim de semana e boas leituras! :)
sexta-feira, 12 de março de 2010
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Props p'ra ti, mano Fiódor!
Olá!!! Pois é, ainda mexo!
Tenho a dizer que estou a meio do 3º e último volume (na edição que eu tenho) d' Os Irmãos Karamazov.
Lembro-me de que o primeiro professor de português decente que tive, que me suscitou de facto o interesse que hoje em dia tenho na literatura, foi no 8º ano, tinha eu 13 anos.
Penso que a minha primeira tentativa de ler esta obra sucedeu por volta dos 14 anos e não passei, creio eu, das primeiras 100 páginas. Vejo agora que tal se deveu, claramente, à minha imaturidade literária na altura, pois trata-se de uma das melhores obras que já li até hoje.
Faz-me lembrar bastante, em termos das personagens e um pouco do próprio enredo, as obras do Eça, que, como penso já ter referido, adoro!
A complexidade da história e das personagens, a intriga, as descrições, os monólogos... Tudo, de uma ponta à outra, é absolutamente fascinante! Não tive nem um só momento em que pensasse que gostaria de saltar uma página pois determinada passagem era entediante!
Enfim, quando é genial, é genial e pronto! Aconselho vivamente!
Portanto, dadas as razões acima mencionadas, PROPS P'RO MANO FIÓDOR!
Em fila de espera, para ler já de seguida, encontra-se o Caim... Não é por nenhuma razão em especial, mas já agora quero ver se, realmente, há justificação para tanta confusão!
Pessoalmente, sempre encarei a história do sacrifício exigido ao Abraão como uma das mais "feias" da Bíblia, do pouco que conheço (sim, mais um livro que é inevitável ler mas que vai ter de aguardar um pouquinho na minha fila de espera), bem como a do Caim e do Abel, portanto, à partida, nem estou a perceber muito bem qual o grande choque, mas não me alongo mais antes de, efectivamente, ler o dito...
E pronto, para encerrar este meu regresso (SERÁ???), deixo-vos com mais um génio: Luíz Vaz de Camões, numa das minhas passagens preferidas d'Os Lusíadas, quando o Adamastor relata a sua história, Cap.V, 56 a 60:
Até à próxima e boas leituras!
Tenho a dizer que estou a meio do 3º e último volume (na edição que eu tenho) d' Os Irmãos Karamazov.
Lembro-me de que o primeiro professor de português decente que tive, que me suscitou de facto o interesse que hoje em dia tenho na literatura, foi no 8º ano, tinha eu 13 anos.
Penso que a minha primeira tentativa de ler esta obra sucedeu por volta dos 14 anos e não passei, creio eu, das primeiras 100 páginas. Vejo agora que tal se deveu, claramente, à minha imaturidade literária na altura, pois trata-se de uma das melhores obras que já li até hoje.
Faz-me lembrar bastante, em termos das personagens e um pouco do próprio enredo, as obras do Eça, que, como penso já ter referido, adoro!
A complexidade da história e das personagens, a intriga, as descrições, os monólogos... Tudo, de uma ponta à outra, é absolutamente fascinante! Não tive nem um só momento em que pensasse que gostaria de saltar uma página pois determinada passagem era entediante!
Enfim, quando é genial, é genial e pronto! Aconselho vivamente!
Portanto, dadas as razões acima mencionadas, PROPS P'RO MANO FIÓDOR!
Em fila de espera, para ler já de seguida, encontra-se o Caim... Não é por nenhuma razão em especial, mas já agora quero ver se, realmente, há justificação para tanta confusão!
Pessoalmente, sempre encarei a história do sacrifício exigido ao Abraão como uma das mais "feias" da Bíblia, do pouco que conheço (sim, mais um livro que é inevitável ler mas que vai ter de aguardar um pouquinho na minha fila de espera), bem como a do Caim e do Abel, portanto, à partida, nem estou a perceber muito bem qual o grande choque, mas não me alongo mais antes de, efectivamente, ler o dito...
E pronto, para encerrar este meu regresso (SERÁ???), deixo-vos com mais um génio: Luíz Vaz de Camões, numa das minhas passagens preferidas d'Os Lusíadas, quando o Adamastor relata a sua história, Cap.V, 56 a 60:
56
Oh que não sei de nojo como o conte!
Que, crendo ter nos braços quem amava,
Abraçado me achei cum duro monte
De áspero mato e de espessura brava.
Estando cum penedo fronte a fronte,
Qu'eu polo rosto angélico apertava,
Não fiquei homem, não; mas mudo e quedo
E, junto dum penedo, outro penedo!
57
Ó Ninfa, a mais formosa do Oceano,
Já que minha presença não te agrada,
Que te custava ter-me neste engano,
Ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada?
Daqui me parto, irado e quasi insano
Da mágoa e da desonra ali passada,
A buscar outro mundo, onde não visse
Quem de meu pranto e de meu mal se risse.
58
Eram já neste tempo meus Irmãos
Vencidos e em miséria extrema postos,
E, por mais segurar-se os Deuses vãos,
Alguns a vários montes sotopostos.
E, como contra o Céu não valem mãos,
Eu, que chorando andava meus desgostos,
Comecei a sentir do Fado imigo,
Por meus atrevimentos, o castigo:
59
Converte-se-me a carne em terra dura;
Em penedos os ossos se fizeram;
Estes membros que vês, e esta figura,
Por estas longas águas se estenderam.
Enfim, minha grandíssima estatura
Neste remoto Cabo converteram
Os Deuses; e, por mais dobradas mágoas,
Me anda Tétis cercando destas águas.»
60
Assim contava; e, cum medonho choro,
Súbito d' ante os olhos se apartou;
Desfez-se a nuvem negra, e cum sonoro
Bramido muito longe o mar soou.
Eu, levantando as mãos ao santo coro
Dos Anjos, que tão longe nos guiou,
A Deus pedi que removesse os duros
Casos, que Adamastor contou futuros.
Até à próxima e boas leituras!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Toma lá pra ti, mãe!
Ao título, já lá vamos...
E agora.... as autárquicas... Que parecendo que não, talvez influenciem mais o nosso dia a dia que as legislativas... É como se as legislativas fossem a guitarra rítmica e as autárquicas a guitarra solo, estamos constantemente sob o efeito do ritmo de fundo mas reparamos muito mais se o solo é bom ou se houve "calinadas"....
Enfim, hoje está-me a dar para as metáforas... Ou comparações... Já dava uma revisão nas figuras de estilo... Não sei porquê, mas sempre que tenho uma dúvida de português, primeiro sinto-me estúpida, pois parece que com o passar dos anos perdi qualidades, segundo sinto-me culpada e parece que vejo a pairar sobre mim o fantasma da expressão do meu professor de português do ensino secundário, ostentando a expressão frequentemente por ele utilizada com as sobrancelhas franzidas e um ar que era um misto de incredulidade e ofensa!
De qualquer maneira só tenho a agradecer por este sentimento de culpa, de outra forma é provavel que estivesse ainda mais burra, pois assim sempre vou tentando esclarecer as minhas dúvidas de forma a expulsar o fantasma o mais depressa possível! (Vejam o blog dele, é o "o rapaz raro" na minha lista...)
Voltando ao assunto do bimestre, lá terei eu de novo de ir tentar ler programas... Uma pessoa a ouvi-los falar (principalmente se for em separado) fica ainda mais confusa do que se não ouvisse nada... Como espectadora assídua do GF, tive oportunidade de ouvir os dois principais candidatos à CML (para a qual eu voto) nos últimos dois dias e, de facto, estou ainda menos convencida de que deva votar num deles do que estava antes de os ouvir... Conseguiram parecer duas velhas com assuntos por resolver desde a adolescência, a falar mal uma da outra sempre tentando convencer o público de que não o estavam a fazer... Enfim... A ver vamos...
Para terminar, deixo-vos com uma grande senhora da qual a minha mãe é fã incondicional (daí o título)! Espero que gostem!
E agora.... as autárquicas... Que parecendo que não, talvez influenciem mais o nosso dia a dia que as legislativas... É como se as legislativas fossem a guitarra rítmica e as autárquicas a guitarra solo, estamos constantemente sob o efeito do ritmo de fundo mas reparamos muito mais se o solo é bom ou se houve "calinadas"....
Enfim, hoje está-me a dar para as metáforas... Ou comparações... Já dava uma revisão nas figuras de estilo... Não sei porquê, mas sempre que tenho uma dúvida de português, primeiro sinto-me estúpida, pois parece que com o passar dos anos perdi qualidades, segundo sinto-me culpada e parece que vejo a pairar sobre mim o fantasma da expressão do meu professor de português do ensino secundário, ostentando a expressão frequentemente por ele utilizada com as sobrancelhas franzidas e um ar que era um misto de incredulidade e ofensa!
De qualquer maneira só tenho a agradecer por este sentimento de culpa, de outra forma é provavel que estivesse ainda mais burra, pois assim sempre vou tentando esclarecer as minhas dúvidas de forma a expulsar o fantasma o mais depressa possível! (Vejam o blog dele, é o "o rapaz raro" na minha lista...)
Voltando ao assunto do bimestre, lá terei eu de novo de ir tentar ler programas... Uma pessoa a ouvi-los falar (principalmente se for em separado) fica ainda mais confusa do que se não ouvisse nada... Como espectadora assídua do GF, tive oportunidade de ouvir os dois principais candidatos à CML (para a qual eu voto) nos últimos dois dias e, de facto, estou ainda menos convencida de que deva votar num deles do que estava antes de os ouvir... Conseguiram parecer duas velhas com assuntos por resolver desde a adolescência, a falar mal uma da outra sempre tentando convencer o público de que não o estavam a fazer... Enfim... A ver vamos...
Para terminar, deixo-vos com uma grande senhora da qual a minha mãe é fã incondicional (daí o título)! Espero que gostem!
Exaltação Viver!... Beber o vento e o sol!... Erguer Ao Céu os corações a palpitar! Deus fez os nossos braços pra prender, E a boca fez-se sangue pra beijar! A chama, sempre rubra, ao alto, a arder!... Asas sempre perdidas a pairar, Mais alto para as estrelas desprender!... A glória!... A fama!... O orgulho de criar!... Da vida tenho o mel e tenho os travos No lago dos meus olhos de violetas, Nos meus beijos extáticos, pagãos!... Trago na boca o coração dos cravos! Boémios, vagabundos, e poetas:
Como eu sou vossa Irmã, ó meus Irmãos!...
Florbela Espanca
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Voltando....
Olá!
Cá estou eu de novo, intervalo aqui, intervalo ali, lá vou regressando...
Então, foram votar? Espero que a resposta seja "sim"... E lá fui, como boa portuguesa que sou, por volta das 18h50 :) Mas fui!!!
Em relação aos resultados, não se pode dizer que inspirem muita confiança mas também custa-me imaginar uma situação em que tivesse confiança nos dirigentes deste país, portanto, vamos lá ver no que isto dá...
Como não tenho tempo para me alongar muito, hoje vou-vos deixar com um poema de um dos meus poetas menos apreciados: Cesário Verde. Porquê? Na verdade, acho importante conhecer e o vocabulário é interessante... Aqui vai então:
Manias!
O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.
Eu sei um bom rapaz, -- hoje uma ossada, --
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.
Aos domingos a deia já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,
Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!
Bdi-bdi-bdi-bdThat's all folks!!!!
Cá estou eu de novo, intervalo aqui, intervalo ali, lá vou regressando...
Então, foram votar? Espero que a resposta seja "sim"... E lá fui, como boa portuguesa que sou, por volta das 18h50 :) Mas fui!!!
Em relação aos resultados, não se pode dizer que inspirem muita confiança mas também custa-me imaginar uma situação em que tivesse confiança nos dirigentes deste país, portanto, vamos lá ver no que isto dá...
Como não tenho tempo para me alongar muito, hoje vou-vos deixar com um poema de um dos meus poetas menos apreciados: Cesário Verde. Porquê? Na verdade, acho importante conhecer e o vocabulário é interessante... Aqui vai então:
Manias!
O mundo é velha cena ensanguentada,
Coberta de remendos, picaresca;
A vida é chula farsa assobiada,
Ou selvagem tragédia romanesca.
Eu sei um bom rapaz, -- hoje uma ossada, --
Que amava certa dama pedantesca,
Perversíssima, esquálida e chagada,
Mas cheia de jactância quixotesca.
Aos domingos a deia já rugosa,
Concedia-lhe o braço, com preguiça,
E o dengue, em atitude receosa,
Na sujeição canina mais submissa,
Levava na tremente mão nervosa,
O livro com que a amante ia ouvir missa!
Bdi-bdi-bdi-bdThat's all folks!!!!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Faz-se por isso...
Bem, começando com a presença da Joana Amaral Dias no Gato Fedorento... Hmm... Isto será uma coisa do Bloco? Querem parecer sempre muito sérios... Não é que a política seja uma brincadeira, e claro que se compreende que um partido que, embora com um crescimento muitíssimo acentuado desde que foi formado, tem menos anos de existência do que muitos que estão atrás de si em representação no parlamento, tenha alguma necessidade de "se afirmar" e de mostrar que está a fazer um trabalho sério e sensato, mas... Vá lá... São os gatos!
E agora pergunto eu... Porquê a Joana Amaral Dias? Será pelo (alegado?) telefonema.... ou porque fica bem na televisão? I wonder....
Gostei MESMO da questão levantada pelo RAP em relação aos rodeos... O.o... Realmente, concordo com ele, se era para encher, mais valia aumentar o tamanho da letra... Rodeos?? Começo a pensar se terão pedido apoio a alguma instituição internacional de defesa dos animais para escrever essa parte e depois nem se deram ao trabalho de conferir... Quer dizer... RODEOS???????????
E depois "quem se ... é o mexilhão" , que eu estive hoje a sacar os programas eleitorais com o objectivo de os ler todos antes de ir lá dobrar os papelinhos em branco (até porque assim vai dar mais gozo) e só do BE, com esta brincadeirinha de andar a fazer propostas para os Estados Unidos da América, são 113 páginas só mesmo para abrir a pestana!
Enfim, já expressei a minha revolta, agora deixo-vos com o sempre actual Eça e as suas intemporais e sábias palavras (ambas as citações, de tão repetidas ao longo do tempo, são conhecidas de quase todos, mas nunca é demais recordá-las... Por alguma razão continuam a ser repetidas...):
E agora pergunto eu... Porquê a Joana Amaral Dias? Será pelo (alegado?) telefonema.... ou porque fica bem na televisão? I wonder....
Gostei MESMO da questão levantada pelo RAP em relação aos rodeos... O.o... Realmente, concordo com ele, se era para encher, mais valia aumentar o tamanho da letra... Rodeos?? Começo a pensar se terão pedido apoio a alguma instituição internacional de defesa dos animais para escrever essa parte e depois nem se deram ao trabalho de conferir... Quer dizer... RODEOS???????????
E depois "quem se ... é o mexilhão" , que eu estive hoje a sacar os programas eleitorais com o objectivo de os ler todos antes de ir lá dobrar os papelinhos em branco (até porque assim vai dar mais gozo) e só do BE, com esta brincadeirinha de andar a fazer propostas para os Estados Unidos da América, são 113 páginas só mesmo para abrir a pestana!
Enfim, já expressei a minha revolta, agora deixo-vos com o sempre actual Eça e as suas intemporais e sábias palavras (ambas as citações, de tão repetidas ao longo do tempo, são conhecidas de quase todos, mas nunca é demais recordá-las... Por alguma razão continuam a ser repetidas...):
E assim me retiro de mansinho... Amanhã cá estaremos para cortar na casaca de mais alguém!
O que há em mim é sobretudo cansaço
Para compensar as falhas de ontem, deixo-vos um génio...
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
Mais logo talvez cá dê um saltinho! Considerem-se cultivados!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Compensando...? O.o
Como "não há falta que não dê em fartura", cá estou pela segunda vez hoje... Acabei agora de ver o gato (que deixei a gravar enquanto assisti a mais uma fabulosa partida do meu clube do coração, coração esse que felizmente é suficientemente forte para compensar o quanto o seu clube é fraquinho) e aproveito para comentar já a presença do deputado Jerónimo de Sousa no programa, mantendo o inconfundível estilo Rui Santos.
Jerónimo de Sousa: NOTA 6
É um jogador com uma longa experiência, se bem que ainda muito dedicado a uma forma de jogo que começa a caír em desuso e.... Bolas... Este não dápara grandes metáforas futebolísticas... A coisa não me está a saír... Deve ter sido de ter estado a levar com mais uma carga de nervos à conta do futebol... Recalquei toda a informação relacionada....
Não há crise, muda-se o método!
O que tenho eu a dizer? Tenho a dizer que gostei! Não foi aceso, não foi contundente, não foi agressivo, não foi brilhante... Mas bolas! Quem não gosta de ver um senhor que podia ser o o avôzinho de qualquer um de nós com histórias engraçadas (ou nem por isso, mas que nos mantêm o sorriso, sabe-se lá porquê...) e ideias tradicionais (note-se que há umas décadas atrás seriam revolucionárias, mas os tempos mudam...)?
Mais: alguém além de mim nota a semelhança com o Robin Williams?! Ou é de mim?? Bem, se não sou a única, volto a sublinhar, quem não gosta do Robin Williams?
Portanto, foi... hmm... agradável! Não se seria bem isto que seria esperado de um programa que tem como anfitrião um dos humoristas mais críticos de Portugal e como convidado um deputado, líder de partido, em época de campanha eleitoral... Mas quem sou eu para julgar... Eu só cá vim ver a bola!!! hehehe
---------------------------
Como não me agrada nunca deixar um post sem um suplemento de leitura, aqui está o que se consegue após a hora do Vitinho... O autor é anónimo e o tema um tanto lamechas mas assim como assim tenho a desculpa de que já devia estar a dormir e deixo a promessa de amanhã encontrar algo consideravelmente melhor!
E se um dia fôssemos sós...?
E se um dia fôssemos só nós?
E se um dia não houvesse chuva nem interrogação?
E se um dia não houvesse polícia nem poluição?
E se nesse dia não houvesse trânsito, nem árvores, nem televisão?
E se por um dia não houvesse luz, nem Sol, nem Lua, nem escuridão?
E se um dia fôssemos só nós os dois?
O que seríamos nesse dia...?
... E o que seríamos depois?
Anónimo in Algures na Internet
Vá, tudo para a caminha que é quase meia noite....
Jerónimo de Sousa: NOTA 6
É um jogador com uma longa experiência, se bem que ainda muito dedicado a uma forma de jogo que começa a caír em desuso e.... Bolas... Este não dápara grandes metáforas futebolísticas... A coisa não me está a saír... Deve ter sido de ter estado a levar com mais uma carga de nervos à conta do futebol... Recalquei toda a informação relacionada....
Não há crise, muda-se o método!
O que tenho eu a dizer? Tenho a dizer que gostei! Não foi aceso, não foi contundente, não foi agressivo, não foi brilhante... Mas bolas! Quem não gosta de ver um senhor que podia ser o o avôzinho de qualquer um de nós com histórias engraçadas (ou nem por isso, mas que nos mantêm o sorriso, sabe-se lá porquê...) e ideias tradicionais (note-se que há umas décadas atrás seriam revolucionárias, mas os tempos mudam...)?
Mais: alguém além de mim nota a semelhança com o Robin Williams?! Ou é de mim?? Bem, se não sou a única, volto a sublinhar, quem não gosta do Robin Williams?
Portanto, foi... hmm... agradável! Não se seria bem isto que seria esperado de um programa que tem como anfitrião um dos humoristas mais críticos de Portugal e como convidado um deputado, líder de partido, em época de campanha eleitoral... Mas quem sou eu para julgar... Eu só cá vim ver a bola!!! hehehe
---------------------------
Como não me agrada nunca deixar um post sem um suplemento de leitura, aqui está o que se consegue após a hora do Vitinho... O autor é anónimo e o tema um tanto lamechas mas assim como assim tenho a desculpa de que já devia estar a dormir e deixo a promessa de amanhã encontrar algo consideravelmente melhor!
E se um dia fôssemos sós...?
E se um dia fôssemos só nós?
E se um dia não houvesse chuva nem interrogação?
E se um dia não houvesse polícia nem poluição?
E se nesse dia não houvesse trânsito, nem árvores, nem televisão?
E se por um dia não houvesse luz, nem Sol, nem Lua, nem escuridão?
E se um dia fôssemos só nós os dois?
O que seríamos nesse dia...?
... E o que seríamos depois?
Anónimo in Algures na Internet
Vá, tudo para a caminha que é quase meia noite....
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