Posso indignar-me??? Então aqui vai: eu não me lembrava do porquê, e assumi que era só pela escrita ser em diário, de não ter gostado mais do livro do que do filme quando o li pela primeira vez, há uns bons15-16 anos atrás... Agora já percebi... Devo ter recalcado o facto de, no livro, NÃO EXISTIR DE TODO a maravilhosa história de amor entre o Conde e a reencarnação da sua falecida amada... NÃO HÁ SEQUER uma falecida amada, tanto quanto se pode apurar!
Estava perfeitamente convencida que, se bem que muito mais em segundo plano que no filme, a história estava lá. É provável que a minha confusão se tenha devido ao facto do filme ser, tirando o pequeno pormenor de ter uma história "extra", uma excelente adaptação em tudo o resto. Com umas pequenas alterações nas personagens, poucas em termos de linha temporal da história e, como é incontornavel, supressão de algumas cenas, é ainda assim um retrato bastante fiel da história do livro, desde a decadência de Lucy até à perseguição do Conde.
Assim sendo, gosto muito do livro, é uma obra fantástica, mas em termos de história, continuo a preferir o filme! Como é natural tendo visto primeiro e lido depois, fiquei muito colada, mesmo tentanto imaginar ao máximo baseada nas descrições do livro, ao aspecto dos actores do filme. Ora sendo no livro a história de amor central protagonizada por Mina/Harker e no filme por Mina/Drácula temos Reeves vs Oldman.... Pffff =P
Portanto neste remake do Livro vs Filme, continua a sair vencedor........ Quem, quem?
É isso mesmo!
Neste momento decorre a maratona Kubrick... I'll BE BACK!
sábado, 7 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Pessoa - Contra Salazar
Uma pequena nota: não sabia que este livro existia e agora soube e quero-o MUITO! E JÁ!!! Vou ter de gastar dinheiro... Aiii a criseeee!!!!
Só um bocadinho, tão, tão à Pessoa:
Só um bocadinho, tão, tão à Pessoa:
COITADINHO DO TIRANINHO
Coitadinho
Coitadinho
Do tiraninho!
Não bebe vinho,
Nem sequer sozinho...
Bebe a verdade
E a liberdade,
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.
Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné,
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé,
E ninguém sabe porquê.
Não bebe vinho,
Nem sequer sozinho...
Bebe a verdade
E a liberdade,
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.
Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné,
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé,
E ninguém sabe porquê.
Fernando Pessoa
Boas Leituras!
Bosque de Sombras
Bosque de Sombras é um thriller nem bom nem mau... Dois casais ingleses vão passar férias numa aldeia espanhola onde, numa área reclusa, encontram uma criança prisioneira em condições precárias. Ao tentar ajudar a criança, vêem-se perseguidos pelos habitantes da aldeia e envolvidos em confrontos violentos.
Uma história bastante aceitável se não parecesse que pegaram num filme de 4 horas e o cortaram para ficar com 1h30, pois constantemente são apresentados pequenos mistérios (nas relações entre os casais, na história da aldeia ou dos habitantes...) que não fazem sentido ser mencionados a não ser para serem posteriormente aprofundados/explicados, e não o são, dando a sensação que faltam "partes" no filme.
Em suma, cumpre a sua função de gerar algum stress, mas deixa muito por explicar na história. Poderia ser um filme interessante dentro do género mas não chega a ser.... Vê-se...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
A Clockwork Orange
A Clockwork Orange é o exemplo de que quando se faz bem, original e inovador não interessa se foi feito no ano passado ou há quarenta anos atrás!
É com vergonha que digo que apenas agora vi este filme (que está na origem da maratona que farei no próximo fim de semana: Stanley Kubrick) uma vez que oiço falar dele desde que me lembro de existir!
Nem sei por onde pegar para falar porque de facto é um experiência única e só mesmo vendo é possível perceber o que digo. Posso dizer que é a história de um jovem delinquente que é preso e se oferece para ser alvo de um programa experimental que tem o objectivo de recuperar criminosos tornando-os passíveis de ser reinseridos na sociedade em poucos dias... Mas não estaria a dizer nada!
Tudo se conjuga neste filme de uma forma que é impossivel de exprimir, a caracterização, os cenários, a banda sonora... Enfim, quem nunca viu, terá mesmo de ver para ter a experiência em primeira mão, que é a única forma de "receber" este filme.
Maratona Gary Oldman (em curso até ver todos!)
@Jameson Empire Awards - Icon Award (27/03/2011)
Com a súbita vontade de me "cultivar cinematograficamente", veio também a vontade de ver todos os filmes do Gary Oldman que é, para mim, o melhor actor de sempre.
Apesar de ter uma lista bastante variada de actores preferidos, que inclui Anthony Hopkins, Robert De Niro, Johnny Depp, Edward Norton, entre alguns (mas não muitos) outros, para mim, Gary Oldman destaca-se. Ainda não vi nenhuma má interpretação (aliás, são sempre muito boas), mesmo tendo em conta que alguns filmes são bastante fraquinhos e que é um actor que não está minimamente "preso" a um tipo de papel, correndo personagens com as mais variadas personalidades e interpretando cada uma delas de forma igualmente genial! Um verdadeiro camaleão a transbordar de talento! As más línguas (=P) chamam-me groupie, mas acho que o que eu vejo está à vista de todos, talvez falte apenas ver alguns títulos menos conhecidos para ter a confirmação.
Nesta "maratona", que só terminará quando não houver nenhum filme que eu não tenha ainda visto fora os que tenho de rever porque não me lembro bem, tenho apanhado um pouco de tudo e é impossível "generalizar", por isso aqui fica a lista (por data de estreia decrescente):
Red Riding Hood (2011): Um filme muito fraquinho (apesar de ter potencial, este não foi aproveitado) cujos pontos negativos são a história, a má qualidade dos actores mais novos e o lobo que não mete medo nem a uma criancinha e os pontos positivos são os cenários directamente saídos de um conto de fadas e os actores mais velhos (GO incluído) que estão muito bem.
Rain Fall (2009): Pessoalmente, apanhei uma enorme seca com este. Quando assim é, não vale a pena alongar muito mais.
The Unborn (2009): Um terror bastante básico, não traz nada de novo e não é particularmente assustador... Dá para as pipocas...
The Dark Knight (2008): Começo por dizer que não acho piada nenhuma a filmes de super heróis. Ainda assim, ADOREI este filme, está simplesmente espectacular. Obrigatório! Desde a história ao elenco, um filme de topo!
Harry Potter and The Order of the Phoenix (2007): Incluído na maratona Harry Potter...
Harry Potter and The Goblet of Fire (2005): Idem...
Harry Potter and The Prisoner of Azkaban (2004): Idem...
Basquiat (1996): Gostei bastante. É a biografia do artista, focando-se no período entre ter sido "descoberto" e a sua morte. Um elenco interessante e boas interpretações. Excepto a Courtney Love, merece logo menos uma estrela no IMDb por ter a Courtney Love! :P
The Scarlet Letter (1995): Quando vi a classificação no IMDb, fiquei muito "de pé atrás" mas, apesar de não fazer exactamente o meu género de filme sendo um drama romântico, gostei. Percebi posteriormente que a classificação baixa deverá estar relacionado com o facto de ser um péssima adaptação da obra literária em que é baseada. Como nunca li, acho interessante. Grandes interpretações de GO e Demi Moore!
Murder in the First (1995): Já tinha visto e tinha gostado e revi e continuei a gostar. A história do criminoso que vai para Alcatraz por ter roubado $5 onde sofre o mais revoltante "tratamento" possível às mãos de um director violento e inflexível.
Immortal Beloved (1994): Este, oficialmente, adorei! Uma história de ficção com uma base real: as cartas de Beethoven dirigidas à sua "Immortal Beloved", que na realidade nunca se chegou a apurar quem seria. O filme gira em volta desta busca pela misteriosa mulher e as lembranças que várias candidatas têm de Beethoven e das suas relações com ele. Recomendo!
Léon (1994): Genial! Entrada directa para o meu "top". Ide já a correr ver!
Dracula (1992): Revi pela "n-ésima" vez. É o meu filme preferido. Nada a dizer. Nem sei como pode existir quem ainda não tenha visto.
Rosencratz & Guildenstren Are Dead (1990):Outra entrada directa para o meu top. Não consigo perceber porque é que este filme não é mais conhecido. É genial! A intermitência entre uma realidade muito suspeita e uma peça em que as personagens não percebem qual o seu papel... Incrível! Mais um que TEM de ser visto! MESMO!
Chattahoochee (1989): Vi ontem, também pela primeira vez. A história de um veterano da guerra da coreia que é internado numa instituição para doentes psiquiátricos após uma tentativa de suicídio e verificando que não existe nesta qualquer tipo de tratamento para os pacientes a não ser a humilhação e a violência, fazendo de tudo, com a ajuda da irmã, para expor a situação. Gostei bastante. Uma interpretação brilhante de GO.
Prick Up Your Ears (1987): A história da vida de Joe Orton, argumentista inglês da década de 60, focando a sua relação com o parceiro Kenneth (e as muitas relações extra-conjugais), bem como o desenvolvimento das suas personalidades ao longo dos anos que culmina de forma violenta. Gostei muito e recomendo!
E pronto, encontro-me neste ponto, ainda com muuuuiiitooos títulos em lista de espera tanto para ver pela primeira vez como para rever por já terem sido vistos há muito tempo. Uma maratona que se prolongará por um bom tempo... Felizmente!
terça-feira, 3 de maio de 2011
Nil by Mouth
Ora aqui está um filme que teve entrada directa no meu top de preferidos de sempre. Nil by Mouth não é um filme para acompanhar com pipocas nem para passar uma agradável tarde de Domingo, é preciso ter noção de que o estômago vai dar muitas voltas durante os 128 minutos que se seguem a carregar no "play".
Esta primeira e, infelizmente, única experiência de Gary Oldman como realizador e argumentista é um retrato (semi)autobiográfico da classe trabalhadora de Londres assolada pelos vícios e violência.
São duas horas de pubs escuros povoados por gente infeliz que desculpa a violência com o álcool, casas em que tudo se sabe e tudo se tenta esconder, famílias possuídas pelo rancor e destruídas pela violência doméstica e as muitas formas que cada personagem tem, como indivíduo, de lidar com os seus problemas, fantasmas e meio envolvente.
Desde os delírios alcoólicos Ray (Ray Winstone) até à capacidade de absorver, sem perder a calma mas com profunda preocupação, a realidade de um filho toxicodependente e uma irmã vítima de violência doméstica de Janet (Laila Morse), tudo nos obriga a não tirar os olhos do ecrã mas com a constante sensação de querer fugir.
A forma como as cenas são filmadas e o som têm também um papel muito importante nas sensações que experimentamos ao ver o filme, uma vez que nos deixam com a constante sensação de estarmos inseridos no ambiente, como espectador, é certo, mas demasiado perto de uma realidade à qual preferimos "virar a cara" a maior parte do tempo.
Sem morais da história, sem explicações, sem culpabilizações externas pelas situações em que as personagens se encontram, sem justificações e como é óbvio e real, sem "happily ever after".
Em suma, um muito pouco conhecido "must see", com uma linguagem imprópria para sensíveis e uma história (ou um capítulo de muitas histórias) sem príncipes encantados nem fadas madrinhas, só realidade crua e visceral. Recomendo vivamente!
Vincent & Theo
Já não sei a que propósito me "cruzei" com Vincent & Theo, mas ainda bem que aconteceu!
Retrata a história dos irmão Theodore e Vincent Van Gogh, o primeiro negociante de arte e o segundo, seu irmão mais velho, dispensa apresentações.
Gostei muito do filme, especialmente em "termos sensoriais", o som e a cor são muito marcantes e exprimem fielmente o que se pretende transmitir na história, na minha opinião.
Um desempenho brilhante de Tim Roth no papel de Vincent Van Gogh, conseguindo retratar todas as facetas emocionais do pintor de forma absolutamente convincente, desde a mais doce à mais desequilibrada.
Tratando-se de um filme de carácter biográfico, naturalmente conhecemos o final da história, mas não deixamos, por essa razão, de encarar com sofrimento, à medida que lhe vamos assistindo, a decadência e consequente morte dos irmãos Van Gogh.
Recomendo vivamente!
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