quinta-feira, 31 de maio de 2012

Corduroy

É a minha música preferida de Pearl Jam, desde que saiu o Vitalogy... Mais tarde (sim porque "no meu tempo" não era só fazer uma pesquisa no youtube para ficar a conhecer as músicas não editadas, está bem???) o State of Love and Trust assumiu a co-liderança do meu top...
Tanto que a adolescente que eu era se identificava profundamente com estas letras (tiradas de ouvido... que os Pearl Jam eram uns "cortes" para pôr as letras nos CDs)... Ouvindo hoje, penso que era impossível sentir isto tudo na altura mas a verdade é que na adolescência é quando a maioria de nós tem o primeiro contacto com a vida real, quando já não nos protegem de tudo e todos a tempo inteiro e se por um lado, os problemas são muito menores do que quando somos adultos, por outro, atingem uma dimensão completamente diferente por serem desconhecidos...
São os primeiros amores e desamores, são as primeiras injustiças, são os primeiros desencantos... É o primeiro vislumbre da realidade.
À medida que os anos vão avançando e os problemas se vão tornando mais sérios, também nós nos vamos habituando ao facto de nunca não termos qualquer problema, pelo que os introduzimos na nossa vida, com mais ou menos facilidade, e a menos que tenha consequências gravíssimas e irreversíveis, deixamo-los lá no seu canto e quase nos esquecemos deles até implorarem pela nossa atenção...
Hoje continuo a ter ambas as músicas no meu top. Hoje continuo a, de vez em quando, senti-las como "as minhas músicas". Enjoy :)

Corduroy

The waiting drove me mad...
You're finally here and I'm a mess.
I take your entrance back -
Can't let you roam inside my head.

I don't want to take what you can give
I would rather starve than eat your bread.
I would rather run but I can't walk
Guess I'll lie alone just like before.

I'll take the varmint's path
Oh and I must refuse your test
A-push me and I will resist
This behavior's not unique.

I don't want to hear from those who know
They can buy, but can't put on my clothes.
I don't want to limp for them to walk
Never would have known of me before.
I don't want to be held in your debt.
I'll pay it off in blood, let I be wed
I'm already cut up and half dead
I'll end up alone like I began.

Everything has chains, absolutely nothing's changed.
Take my hand, not my picture, spilled my tincture.

I don't want to take what you can give
I would rather starve than eat your breast
All the things that others want for me
Can't buy what I want because it's free
Can't buy what I want because it's free
Can't be what you want because I'm...

I ain't s'posed to be just fun
Oh, to live and die, let it be done.
I figure I'll be damned - all alone like I began...
It's your move now...
I thought you were a friend, but I guess I, I guess I hate you...

State of Love and Trust

State of love and trust as I busted down the pretext
Sin still plays and preaches, but to have an empty court, uh huh
And the signs are passin', grip the wheel, can't read it
Sacrifice receiving the smell that's on my hands, hands, yeah

And I listen for the voice inside my head
Nothin', I'll do this one myself

Lay her down as priest does, should the Lord be accountin'
Will be in my honor, make it pain, painfully quick, uh huh
Promises are whispered in the age of darkness
Want to be enlightened like I want to be told the end, end, yeah

And the barrel shakes aimed a directly at my head
Oh, help me, help me from myself
And I listen for the voice inside my head
Nothin', I'll do this one myself
Myself, myself

Hey, na na na na, hey that's something
Hey, na na na na, hey that's something
Hey, na na na na, hey that's something
Wanna back, back it away, yeah

And I listen, yeah, for the voice inside my head
Nothin', I'll do this one myself
Oh, ah, and the barrel waits, trigger shakes
Aimed right at my head, won't you help me
Help me from myself

State of love and trust, and a
State of love and trust, and a
State of love and trust, and a
State of love and yeah yeah





(Adorei esta versão, está com muito power!!!)





(Adoro todos os vídeos deste concerto... É tudo tão... puro...)



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Féxon (III) - Edição especial

Especial porquê? Porque é inteiramente dedicada a uma bela peça que, não sendo aquela que "salta à vista" quando se olha para a montra, é definitivamente uma que depois de se perceber o charme, nunca mais fica no armário... E cá anda há quarenta e oito anos contados hoje! :)





Nada a acrescentar... Awesome Tom Morello is awesome!!! Parabéns!!!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Dias de hoje

Escorre-me o espírito como grãos de areia numa ampulheta.
Lentos, compassados,
Até deixar uma campânula vazia e ressonante
Onde monossílabos se repetem e reflectem
Até ao infinito,
Como ultrassons num aquário
Em cujas águas estagnadas já não nadam peixes.

A obsessão assume o controlo
Enquanto as pancadas de Molière ecoam e a cortina sobe,
Mostrando sempre a mesma peça,
Os mesmos actores,
As mesmas falas.
E ecoa, ecoa...
Mil versões da obra são postas em cena,
Uma após outra,
Sem que a cortina alguma vez desça sobre os olhares cansados dos actores,
Sem deixar que as pálpebras quentes aconcheguem as pupilas
Dilatadas da demência.
Quando os holofotes, finalmente, morrem
Não restam forças para imaginar nada de novo...
Não resta sanidade nem presença de espírito.
Apenas vazio e ecos...
Apenas os mesmos cenários onde os mesmos actores
Exaustos, adormeceram aleatoriamente distribuídos
Pelo palco agora sombrio,
Em que as cortinas todos os dias sobem e não descem nunca.

E amanhã, quando os holofotes voltarem a iluminar
O teatro sem público,
Encenar-se-ão e representar-se-ão mais mil versões
Da mesma peça.
Mais monossílabos ressoarão na abóbada despida,
Reflectindo-se, interferindo, ressoando,
Orientados pela mesma encenadora
Obsessivamente corrigindo os discursos dos velados
Actores.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Big Fish

Grande falha minha... Nunca tinha visto este filme maravilhoso!
Em Big Fish, a genialidade do Tim Burton revela-se ao seu mais alto nível. Um filme repleto de cenários improváveis, personagens cheias e misteriosas, mudança e permanência fundidas de uma forma única.
A alternância entre os cenários imaginários e a realidade crua vai-se tornando numa simbiose que culmina num final em que nada é absolutamente imaginário nem simplesmente real.
As interpretações dos actores nada deixam a desejar permitindo que os nossos próprios sentimentos em relação às personagens vá evoluindo e a empatia com cada uma delas vá aumentando, embora de formas e por razões diferentes.
No fim, temos uma história da qual é difícil retirar uma moral, pois em vez de um certo ou errado, temos a demonstração do resultado das muitas decisões que se tomam ao longo da vida e de como as mesmas a afectam, umas vezes de forma positiva, outras negativa, mas se soubermos olhar para tudo com um bocadinho de abstracção e magia, enquanto estivermos vivos, seguimos em frente e todas as lições que aprendemos são valiosas, todos os que entram e saem da nossa vida têm o seu papel e, ao fim de algum tempo, tudo são histórias. O Amor por uma mulher, pela família, pelos amigos, pela aventura e acima de tudo pela vida retratado num "pseudo conto de fadas" que ninguém deve deixar no escuro... Nem sei como EU deixei...

Fonte: estacoisadaalma.blogspot.com

E para fechar em grande, nos créditos finais, enquanto inevitavelmente reflectimos sobre o que acabámos de ver, acompanha-nos esta maravilha:



Bons filmes e boas leituras!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Eu não vou...

Os festivais este ano estão particularmente irritantes... Há uma porrada de bandas que, se juntassem nem que fosse duas no mesmo dia, de bom grado iria ver, mas não pago bilhete de um dia para ver nenhuma delas sozinha, que a vida está cara e não sou assim tão aficionada... Se me vou arrepender? É possível... Principalmente em relação a The Cure, que nunca vi, e gosto bastante... E também não me importava nada de rever Metallica...
O dilema maior fica ainda no ar: ir ou não ir ver Eddie Vedder ao Sudoeste... Apesar de me estar entalado os Pearl Jam não passarem cá e de não ser, nem de perto nem de longe, fã do trabalho a solo do Eddie Vedder como sou de Pearl Jam, fica-me assim um bichinho a morder se não for... Ver-se-á...

Por hoje, fica aqui uma das minhas preferidas para marcar o dia em que os Metallica regressam a Portugal:



Bom fim de semana, e se "vocês forem", bons concertos!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Que Há para Lá do Sonhar?

Céu baixo, grosso, cinzento
e uma luz vaga pelo ar
chama-me ao gosto de estar
reduzido ao fermento
do que em mim a levedar
é este estranho tormento
de me estar tudo a contento,
em todo o meu pensamento
ser pensar a dormitar.

Mas que há para lá do sonhar?


Vergílio Ferreira, Conta-Corrente 1

Os teatros mentais e sonhos acordados também têm uma presença constante na vossa vida ou eu deveria, rapidamente, consultar um profissional?

Mais um empurrãozinho que estamos quase lá!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Féxon (III)

Hoje é dia de féxon! Eu até tinha um tema pensado, mas ontem cruzei-me com esta e não podia deixar passar... Hoje vamos ajudar os senhores! O que faz mais o género das meninas? Bow or tie?


Fonte: http://www.mtv.com/
Opinião pessoal:

Fonte: http://stickerish.com/
Muahahahahah!!!

Ai que estas quartas-feiras estão cada vez mais parvas... Doesn't matter, it's fuel for the rest of the week!