Acabei na Sexta Feira esta obra de Dostoiévski e, mais uma vez, não consigo não ficar siderada com a genialidade deste escritor!
O Jogador é um livro curto mas sem "enchimento", todos os momentos valem, todas as paixões são inflamadas, todas as atitudes banhadas num cativante misto de cavalheirismo e loucura. O dramatismo é sempre ao extremo, e as quedas enormes mesmo quando as subidas não são tão acentuadas quanto isso, e, no fim, acaba sempre por ser dada uma nota de positivismo (que me traz sempre à memória Os Maias), como que um encolher de ombros e um passo em frente, como um "podia ser pior, logo se vê..." que não nos deixa terminar a história com o sentimento de angústia pelo qual nos obrigou a passar.
Genial, genial, genial. Recomendo vivamente!
Agora comecei as Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe e estou com as expectativas bastante altas. Vamos ver!
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Not sure if a good day...
because it's Friday, or a shitty day because it's Friday and I have a lot of work!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Até o Barack Obama!
E ontem foi assim, os americanos afinal às vezes são normais! :)
Lamento imenso o título completamente deficiente! :P
Lamento imenso o título completamente deficiente! :P
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Nenhum Animal é Insatisfeito
Eu penso que poderia retornar e viver com animais, tão plácidos e autocontidos; eu paro e me ponho a observá-los longamente. Eles não se exaurem e gemem sobre a sua condição; eles não se deitam despertos no escuro e choram pelos seus pecados; eles não me deixam nauseado discutindo o seu dever perante Deus. Nenhum deles é insatisfeito, nenhum enlouquecido pela mania de possuir coisas; nenhum se ajoelha para o outro, nem para os que viveram há milhares de anos; nenhum deles é respeitável ou infeliz em todo o mundo.
Walt Whitman, Song of Myself
Walt Whitman, Song of Myself
Tirando aqueles a quem o homem modelou, dando algo sem se preocupar com o facto de mais tarde lho querer retirar deixando-o um ser desprotegido e já sem preparação para enfrentar as intempéries... Esses são os animais infelizes. Esses animais a quem alguém escolheu fingir amar, para depois lhes mostrar como é viver sem amor.
Naquele momento em que quiserem muito ter um animal, seja ele qual for, lembrem-se que têm não só um hobbie mas também uma responsabilidade. Um animal precisa de se alimentar, precisa de ter condições dignas para sobreviver com conforto, precisa de cuidados veterinários se adoecer, precisa de atenção.
Estão física, psicológica e monetariamente preparados para garantir estas condições? Se não, não o tenham. Não vale deitar uma tartaruga nascida em cativeiro num ribeiro qualquer, muito menos na sanita. Não vale libertar um camaleão que não conheceu senão o seu terrário na mata. Não vale deixar um cão que dormiu sempre envolto em cobertores numa qualquer estrada. Não vale deixar um rato a quem todos os dias foi disponibilizada comida sem esforço num lancil do passeio.
Desculpem a lição de moral, mas mais que nunca a crise parece ser a desculpa ideal para a desresponsabilização. Revolta-me.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Queridos hipsters
Usar óculos é uma cena fixe quando um gajo vê mal e vai daí que as lentes graduadas corrigem esse problema e passa a ver-se melhor, estão a ver? Assim uma espécie de necessidade para não ter de ler com o focinho encostado à folha ou não andar contra as paredes em casos mais extremos, sim?
Ou então quando está Sol e as lentes são escuras para protegerem os olhos, boa?
Usar óculos em que as lentes não são escuras nem graduadas é estúpido. E inútil. E não vos faz parecer mais inteligentes (até porque, como disse, é estúpido) nem intelectuais.
Sou amiguinha ou não sou por ter ensinado uma coisa nova? Ah pois é!
Ou então quando está Sol e as lentes são escuras para protegerem os olhos, boa?
Usar óculos em que as lentes não são escuras nem graduadas é estúpido. E inútil. E não vos faz parecer mais inteligentes (até porque, como disse, é estúpido) nem intelectuais.
Sou amiguinha ou não sou por ter ensinado uma coisa nova? Ah pois é!
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Porquê Camuflar as Nossas Convicções?
Desde que nos propomos emitir uma verdade de acordo com as nossas convicções damos logo a impressão de fazer retórica. Que espécie de prestidigitação vem a ser essa? Como é que nos nossos dias não poucas verdades, proferidas que sejam, por vezes, mesmo em tom patético, imediatamente ganham aspectos retóricos? Porquê é que na nossa época cada vez há mais necessidade, quando pretendemos dizer a verdade, de recorrer ao humor, à ironia, à sátira? Porquê adoçar a verdade como se se tratasse de uma pílula amarga? Porquê envolver as nossas convicções num misto de altiva indiferença, digamos, de desprezo para com o público? Numa palavra, porquê certo ar de pícara condescendência? Em nossa opinião, o homem de bem não tem de envergonhar-se das suas convicções, ainda mesmo que estas transpareçam sob a forma retórica, sobretudo se está certo delas.
Fiodor Dostoievski, Diário de um Escritor
Fiodor Dostoievski, Diário de um Escritor
Este senhor tem sempre razão, excepto se se tratar do Ricardo Araújo Pereira, aí deixai-o falar dessa maneira que tanto nos entretém. :)
Comecei a ler O Jogador e estou, novamente, apaixonada pela escrita de Dostoievski. Como é que não lia nada há tanto tempo?? Tão, tão bom. Até faz confusão!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
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