Cá está ele! Recomendado por um amigo e já iniciado, se bem que com pouco tempo pelo que me fiquei apenas pelo prefácio, O Livro de Duarte Barbosa promete!
Calço uns sapatos com quase meio milénio e lá vou eu "descobrir". Estou verdadeiramente excitada com esta leitura muito diferente da habitual!
História nunca foi o meu forte, mas há que dar a mão à palmatória neste caso... Hoje em dia, semelhante experiência só pode acontecer no espaço e no fundo do oceano... Já imaginaram quando havia terra por descobrir ou que pouco tinha sido explorada? E ver tudo pela primeira vez, sem ter visto imagens na televisão ou ter encontrado guias na internet? Pois é essa a experiência em que pretendo embarcar!
Bons filmes e boas leituras!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Long Live Ian Curtis
Suicidou-se há 31 anos, com apenas 23. Enorme perda.
"When routine bites hard,
And ambitions are low,
And resentment rides high,
But emotions won't grow,
And we're changing our ways,
Taking different roads.
Then love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Why is the bedroom so cold?
You've turned away on your side.
Is my timing that flawed?
Our respect runs so dry.
Yet there's still this appeal
That we've kept through our lives.
But love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
You cry out in your sleep,
All my failings exposed.
And there's a taste in my mouth,
As desperation takes hold.
Just that something so good
Just can't function no more.
But love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again."
"When routine bites hard,
And ambitions are low,
And resentment rides high,
But emotions won't grow,
And we're changing our ways,
Taking different roads.
Then love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Why is the bedroom so cold?
You've turned away on your side.
Is my timing that flawed?
Our respect runs so dry.
Yet there's still this appeal
That we've kept through our lives.
But love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
You cry out in your sleep,
All my failings exposed.
And there's a taste in my mouth,
As desperation takes hold.
Just that something so good
Just can't function no more.
But love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again.
Love, love will tear us apart again."
Leituras divertidas.....
Apesar de ter um livro em fila de espera e um a "chegar" hoje para começar já, vai ter de haver tempo para uma leitura extra muito interessante... Ou não.... Provavelmente não... Definitivamente não.... Mas pronto, o que tem de ser tem muita força! Vou então partilhar com vocês os links para esta maravilhosa leitura que eu vou fazer e que todos deveríamos fazer nos próximos dias (vou deixar apenas os "grandes", não me interpretem mal, mas para me estar chatear com os outros, votava em branco e tinha menos trabalho):
Programa Eleitoral PS
Programa Eleitoral PSD
Programa Eleitoral CDS/PP
Programa Eleitoral BE
Programa Eleitoral CDU
Sim, sim... É verdade que os há sem versão em pdf... Aguentem! Ou procurem melhor, eu não encontrei... Enfim...
Bons filmes e boas leituras!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Eyes Wide Shut
Depois de uns dias sem tempo para um filmezinho que fosse, hoje foi a vez de Eyes Wide Shut (ainda dentro dos que estavam programados para a maratona Kubrick).
Começava eu a ficar convencida de que o senhor até conseguia fazer uns filmes "normais" e eis que chegamos a meio do filme! Afinal parece que não... E eu até estava a pensar "Bem, este não é brilhante de uma maneira tão excêntrica mas não deixa de ter os jogos de cores, sons e leitura da mente humana que caracterizam todos os que já vi..." quando começa finalmente a aquecer!
De um momento para outro, a história de um casal-quase-perfeito-quase-em-crise transforma-se numa sucessão de acontecimentos surreais, confusos e desesperantes.
Gostei bastante e não é dizer pouco quando o actor principal é o Tom Cruise, do qual não sou, nem de longe, fã...
Recomendo vivamente!
Bons filmes e boas leituras!
Começava eu a ficar convencida de que o senhor até conseguia fazer uns filmes "normais" e eis que chegamos a meio do filme! Afinal parece que não... E eu até estava a pensar "Bem, este não é brilhante de uma maneira tão excêntrica mas não deixa de ter os jogos de cores, sons e leitura da mente humana que caracterizam todos os que já vi..." quando começa finalmente a aquecer!
De um momento para outro, a história de um casal-quase-perfeito-quase-em-crise transforma-se numa sucessão de acontecimentos surreais, confusos e desesperantes.
Gostei bastante e não é dizer pouco quando o actor principal é o Tom Cruise, do qual não sou, nem de longe, fã...
Recomendo vivamente!
Bons filmes e boas leituras!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O Cão de Sócrates
Terminei, no fim de semana, O Cão de Sócrates, e devo dizer que dá para umas boas gargalhadas... Isto é, até se pensar que na origem das piadas feitas está a triste realidade do nosso país... Mas como eu sou uma pessoa que não dispensa uma boa dose de humor, por mais negro que seja, adorei o tom sarcástico do "cão" e os seus relatos dos 6 anos que passou em S. Bento.
Como obra literária, não é nada de transcendente (não me interpretem mal, também não é mau!) mas é um bom resumo de muitas coisas que aqueles de nós com memória mais curta podem estar a começar a esquecer... Não só relembramos, como o fazemos de maneira a não ficarmos a espumar (tanto) pela boca por causa da nota mais cómica associada...
Enfim, recomendo, especialmente agora que nos devemos fazer valer bem de todo o conhecimento passado que possuímos antes de ir às urnas escolher quem vai governar o país nos próximos anos!
Bons filmes e boas leituras!
Como obra literária, não é nada de transcendente (não me interpretem mal, também não é mau!) mas é um bom resumo de muitas coisas que aqueles de nós com memória mais curta podem estar a começar a esquecer... Não só relembramos, como o fazemos de maneira a não ficarmos a espumar (tanto) pela boca por causa da nota mais cómica associada...
Enfim, recomendo, especialmente agora que nos devemos fazer valer bem de todo o conhecimento passado que possuímos antes de ir às urnas escolher quem vai governar o país nos próximos anos!
Bons filmes e boas leituras!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Azar....
E não é a propósito de ser 6ª feira 13, mas parece que falar bem do Cesário Verde dá azar... Logo quando resolvi baixar as armas e dedicar-lhe um post, assumindo que até tem o seu encanto, zás! Vai-se o blogger à vida e desaparece-me o post! Aparentemente estão a trabalhar para o trazer de volta... Veremos...
Até lá, vou jogar pelo seguro! Este senhor, pelo menos, nunca me deu problemas!
Magnificat
Álvaro de Campos
Bons filmes e boas leituras!
Até lá, vou jogar pelo seguro! Este senhor, pelo menos, nunca me deu problemas!
Magnificat
Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que dispertarei de estar accordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossivel de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossivel de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, quem tens lá no fundo?
É Esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma: será dia!
|
Álvaro de Campos
Bons filmes e boas leituras!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Cesário Verde - um gosto adquirido
Ora cá estou eu, ainda sem novidades literárias ou cinematográficas, mas com um comunicado oficial:
Eu afinal até gosto um bocadinho do Cesário!
Está certo que foi dos poetas que menos gostei no secundário, soava-me sempre... hmmm... "pouco poético"! Um bocadinho como os Xutos e Pontapés usarem a palavra "fotocópias" na letra de uma música, simplesmente não soa bem! Com o tempo, como sou uma rapariga insistente e sempre me fez muita confusão não gostar de um autor que o meu professor considerava genial, fui lendo um bocadinho aqui, um bocadinho ali e à medida que o tempo foi passando fui "engolindo" cada vez melhor... É certo que um ou outro poema ainda me ficam atravessados na garganta, mas a maioria dos que leio, acho bastante interessantes e com uma sonoridade não "errada" (como antes pensava) mas sim diferente daquilo a que estou mais habituada. Deixo-vos com o nosso amigo Verde....
Contrariedades
Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
Consecutivamente.
Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
E os ângulos agudos.
Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
E engoma para fora.
Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve a conta na botica!
Mal ganha para sopas...
O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, há dias,
Um folhetim de versos.
Que mau humor! Rasguei uma epopéia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais duma redação, das que elogiam tudo,
Me tem fechado a porta.
A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A imprensa
Vale um desdém solene.
Com raras exceções merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e em paz pela calçada abaixo,
Soluça um sol-e-dó. Chuvisca. O populacho
Diverte-se na lama.
Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
Me negam as colunas.
Receiam que o assinante ingênuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convêm, visto que os seus leitores
Deliram por Zaccone.
Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua coterie;
E a mim, não há questão que mais me contrarie
Do que escrever em prosa.
A adulação repugna aos sentimentos finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exatos,
Os meus alexandrinos...
E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe umedece as casas,
E fina-se ao desprezo!
Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
Duma opereta nova!
Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
Impressas em volume?
Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a réclame, a intriga, o anúncio, a blague,
E esta poesia pede um editor que pague
Todas as minhas obras
E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
Que mundo! Coitadinha!
Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
Bons filmes e boas leituras!
Eu afinal até gosto um bocadinho do Cesário!
Está certo que foi dos poetas que menos gostei no secundário, soava-me sempre... hmmm... "pouco poético"! Um bocadinho como os Xutos e Pontapés usarem a palavra "fotocópias" na letra de uma música, simplesmente não soa bem! Com o tempo, como sou uma rapariga insistente e sempre me fez muita confusão não gostar de um autor que o meu professor considerava genial, fui lendo um bocadinho aqui, um bocadinho ali e à medida que o tempo foi passando fui "engolindo" cada vez melhor... É certo que um ou outro poema ainda me ficam atravessados na garganta, mas a maioria dos que leio, acho bastante interessantes e com uma sonoridade não "errada" (como antes pensava) mas sim diferente daquilo a que estou mais habituada. Deixo-vos com o nosso amigo Verde....
Contrariedades
Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
Consecutivamente.
Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
E os ângulos agudos.
Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
E engoma para fora.
Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve a conta na botica!
Mal ganha para sopas...
O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, há dias,
Um folhetim de versos.
Que mau humor! Rasguei uma epopéia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais duma redação, das que elogiam tudo,
Me tem fechado a porta.
A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A imprensa
Vale um desdém solene.
Com raras exceções merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e em paz pela calçada abaixo,
Soluça um sol-e-dó. Chuvisca. O populacho
Diverte-se na lama.
Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
Me negam as colunas.
Receiam que o assinante ingênuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convêm, visto que os seus leitores
Deliram por Zaccone.
Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua coterie;
E a mim, não há questão que mais me contrarie
Do que escrever em prosa.
A adulação repugna aos sentimentos finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exatos,
Os meus alexandrinos...
E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe umedece as casas,
E fina-se ao desprezo!
Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
Duma opereta nova!
Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
Impressas em volume?
Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a réclame, a intriga, o anúncio, a blague,
E esta poesia pede um editor que pague
Todas as minhas obras
E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
Que mundo! Coitadinha!
Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
Bons filmes e boas leituras!
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